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Maria das Dores: As dores de uma mãe entre o luxo, o crime e a redenção
A história de Maria das Dores, a socialite que chocou Portugal em 2007 ao encomendar a morte do marido, Paulo Pereira da Cruz, é muito mais do que um processo judicial mediático. Em liberdade condicional desde outubro de 2023, após cumprir 16 anos de prisão, a sua vida revela-se agora num puzzle de traumas onde a maternidade ocupa o centro de todas as decisões — e de todas as culpas.
O peso de um passado marcado por perdas
Antes de se tornar a “socialite assassina” nas gordas dos jornais, Maria viveu um calvário silencioso. Mãe de David Motta, fruto de um primeiro casamento, a sua luta para dar um filho a Paulo Pereira da Cruz foi marcada por uma sucessão de tragédias biológicas. Entre cinco gravidezes interrompidas e partos de bebés nados-mortos, Maria carregou um sofrimento físico e emocional que culminou na gestação de risco de Duarte. Para que o segundo filho nascesse, a socialite teve de abdicar da carreira e enfrentar meses de repouso absoluto, num corpo já fustigado por tratamentos e cirurgias.
Antes de se tornar a “socialite assassina” nas gordas dos jornais, Maria viveu um calvário silencioso. Mãe de David Motta, fruto de um primeiro casamento, a sua luta para dar um filho a Paulo Pereira da Cruz foi marcada por uma sucessão de tragédias biológicas. Entre cinco gravidezes interrompidas e partos de bebés nados-mortos, Maria carregou um sofrimento físico e emocional que culminou na gestação de risco de Duarte. Para que o segundo filho nascesse, a socialite teve de abdicar da carreira e enfrentar meses de repouso absoluto, num corpo já fustigado por tratamentos e cirurgias.
David MottaO acidente que mudou tudo
A 1 de abril de 2000, o destino desferiu outro golpe: um despiste de carro, após uma discussão com o marido, resultou na amputação do seu braço direito. Com uma incapacidade de 83% e dores crónicas, Maria viu-se limitada na tarefa mais simples e sagrada: segurar o seu bebé ao colo. Segundo relatos recentes no podcast ‘Aqui Há Crime’ da SIC, esta incapacidade física, aliada aos insultos constantes do marido — que a apelidava cruelmente de “Maria Gorda” —, transformou o amor em raiva acumulada.
A 1 de abril de 2000, o destino desferiu outro golpe: um despiste de carro, após uma discussão com o marido, resultou na amputação do seu braço direito. Com uma incapacidade de 83% e dores crónicas, Maria viu-se limitada na tarefa mais simples e sagrada: segurar o seu bebé ao colo. Segundo relatos recentes no podcast ‘Aqui Há Crime’ da SIC, esta incapacidade física, aliada aos insultos constantes do marido — que a apelidava cruelmente de “Maria Gorda” —, transformou o amor em raiva acumulada.
A relação com os filhos: Entre o abandono e o perdão
O crime de 2007 afastou Maria das Dores dos seus filhos durante quase duas décadas. David Motta, o filho mais velho e hoje um stylist de renome internacional, manteve sempre uma postura de proteção à mãe, acompanhando o processo de perto. Já a relação com Duarte, que era apenas uma criança quando o pai foi assassinado, foi pautada pelo vazio da ausência e pela complexidade de crescer com a sombra de um crime familiar.
O Filho do Silêncio: A vida de Duarte Pereira da Cruz, o médico que não perdoa a mãe
A história de Maria das Dores é frequentemente contada através do luxo e do crime, mas a sua maior “sentença” corre fora das grades: a rutura total com o filho mais novo, Duarte Pereira da Cruz. Se o filho mais velho, David Motta, se tornou o rosto do apoio à socialite, Duarte é o rosto da consequência mais devastadora do homicídio de 2007.
O trauma de uma criança de 7 anos
Duarte tinha apenas sete anos quando o pai, Paulo Pereira da Cruz, foi brutalmente assassinado por ordem da mãe. Enquanto Maria das Dores cumpria a sua pena de 21 anos no Estabelecimento Prisional de Tires, Duarte cresceu longe dos holofotes, sob a guarda de familiares e num ambiente que o protegeu da exposição mediática. Ao contrário do irmão David, que já era adulto e tinha uma relação de cumplicidade com Maria, Duarte viveu a infância e a adolescência com o peso de saber que a mãe era a responsável por deixá-lo órfão de pai.
Duarte tinha apenas sete anos quando o pai, Paulo Pereira da Cruz, foi brutalmente assassinado por ordem da mãe. Enquanto Maria das Dores cumpria a sua pena de 21 anos no Estabelecimento Prisional de Tires, Duarte cresceu longe dos holofotes, sob a guarda de familiares e num ambiente que o protegeu da exposição mediática. Ao contrário do irmão David, que já era adulto e tinha uma relação de cumplicidade com Maria, Duarte viveu a infância e a adolescência com o peso de saber que a mãe era a responsável por deixá-lo órfão de pai.
A Volta por Cima: De Órfão a Médico
Duarte Pereira da Cruz recusou-se a ser definido pela tragédia. Focou-se nos estudos e seguiu uma carreira de prestígio: formou-se em Medicina. Hoje, com cerca de 26 anos, Duarte exerce a profissão de médico, uma escolha que muitos analistas do caso veem como um símbolo de regeneração e de procura de uma identidade ética oposta ao caos em que nasceu. Segundo informações avançadas no Podcast ‘Aqui Há Crime’ e corroboradas por jornalistas que acompanham o caso, Duarte mantém uma vida extremamente discreta e focada no seu trabalho clínico.
Duarte Pereira da Cruz recusou-se a ser definido pela tragédia. Focou-se nos estudos e seguiu uma carreira de prestígio: formou-se em Medicina. Hoje, com cerca de 26 anos, Duarte exerce a profissão de médico, uma escolha que muitos analistas do caso veem como um símbolo de regeneração e de procura de uma identidade ética oposta ao caos em que nasceu. Segundo informações avançadas no Podcast ‘Aqui Há Crime’ e corroboradas por jornalistas que acompanham o caso, Duarte mantém uma vida extremamente discreta e focada no seu trabalho clínico.
Para além da sua carreira dedicada à Medicina, Duarte Pereira da Cruz encontrou na música o seu grande refúgio criativo e emocional. O jovem é vocalista e guitarrista numa banda, onde explora uma sonoridade que funde o rock e a pop, mantendo este projeto longe do circuito mediático tradicional.
Esta faceta artística é descrita por quem o conhece como o seu “porto de abrigo”, permitindo-lhe expressar-se de uma forma que a rigidez do hospital não permite. No palco, Duarte despe a bata branca e assume uma identidade focada no talento, provando que, apesar do peso do passado familiar, conseguiu construir um mundo próprio onde a harmonia e o ritmo falam mais alto do que a tragédia.
A Relação Inexistente: O Perdão que Nunca Chegou
A saída de Maria das Dores em liberdade condicional, em outubro de 2023, trouxe de volta a esperança de uma reconciliação, mas a realidade é dura. Duarte não fala com a mãe. Enquanto David Motta a visita e mantém contacto regular, Duarte escolheu o afastamento total. Fontes próximas confirmam que o jovem médico não consegue ultrapassar o ato da mãe e prefere manter a sua vida privada e profissional completamente blindada a qualquer contacto com Maria das Dores.
A saída de Maria das Dores em liberdade condicional, em outubro de 2023, trouxe de volta a esperança de uma reconciliação, mas a realidade é dura. Duarte não fala com a mãe. Enquanto David Motta a visita e mantém contacto regular, Duarte escolheu o afastamento total. Fontes próximas confirmam que o jovem médico não consegue ultrapassar o ato da mãe e prefere manter a sua vida privada e profissional completamente blindada a qualquer contacto com Maria das Dores.
Para a antiga socialite, que hoje vive de forma modesta e com o apoio do filho mais velho, o silêncio de Duarte é a sua dor mais profunda. O filho que ela tanto lutou para ter (após várias gravidezes perdidas) é hoje o homem que recusa o seu nome e a sua presença.
Hoje, aos 66 anos e fora das grades, Maria das Dores tenta reconstruir os laços que o sangue e a justiça cortaram. A sua estratégia atual, descrita pela comentadora Cláudia Jacques como uma “paciência calculada”, reflete o desejo de uma mulher que já perdeu quase tudo, menos a esperança de recuperar o tempo perdido com os filhos.
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