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Tânia Laranjo: A “Dama de Ferro” do Crime que Portugal Aprendeu a Ouvir e a Temer.
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Falar de Tânia Laranjo é percorrer três décadas de jornalismo de “faca na liga”. Aos 53 anos, a jornalista é muito mais do que um rosto da CMTV; é uma instituição do jornalismo de investigação, amada por uns e criticada por outros, mas impossível de ignorar no centro de qualquer furacão mediático.
O Batismo de Fogo: Do Papel ao Fenómeno Maddie McCann
O percurso de Tânia começou na imprensa escrita, onde apurou o faro para a notícia de última hora. No Correio da Manhã, ajudou a definir o estilo “tabloide” que hoje domina o grupo Medialivre. No entanto, o seu grande salto mundial deu-se em 2007, na Praia da Luz. A sua cobertura do Caso Maddie McCann foi visceral e implacável. Tânia foi das primeiras a questionar abertamente a versão dos pais, os McCann, o que lhe valeu críticas ferozes, mas também o estatuto de especialista citada pela BBC e Sky News pela sua coragem em enfrentar as narrativas oficiais.
A Sombra dos Poderosos e a Caça aos Criminosos
Se houve um rosto colado à Operação Marquês, foi o de Tânia. Foi a “sombra” de José Sócrates, acompanhando cada passo do ex-Primeiro-Ministro entre o tribunal e a prisão de Évora, chegando a ser insultada em direto por apoiantes do político. A sua rede de fontes na Justiça é lendária, permitindo-lhe antecipar desfechos que outros ignoravam. No crime de sangue, a sua cobertura da caça ao homem de Pedro Dias (o “Piloto”) foi tão intensa que deu origem ao livro de sucesso O Fugitivo.
Polémicas, Memes e a “Onda no Focinho”
Tânia Laranjo é conhecida pelo seu estilo “sem filtro”. Em 2024, um desabafo em direto durante uma tempestade — “Queres que leve com uma onda no focinho?” — tornou-se viral e um símbolo da sua personalidade: uma jornalista de terreno que não admite que desvalorizem o seu esforço sob condições extremas. Recentemente, em fevereiro de 2026, voltou a ser o “rosto das tempestades”, completando 18 dias seguidos de emissão sob chuva intensa.
Vitórias Judiciais e o Orgulho na Herdeira
A sua carreira também se faz de batalhas nos tribunais. Em 2024, obteve uma vitória histórica no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, que defendeu a sua liberdade de expressão após ter sido condenada por divulgar interrogatórios.
Hoje, o seu maior orgulho é ver a filha, Francisca Laranjo, seguir as suas pisadas na CMTV. Tânia admite que sofre ao ver a filha exposta ao perigo, mas reconhece nela a mesma “garra” que a tornou na jornalista mais resiliente — e temida — de Portugal.
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