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Confronto em Coimbra: Ana Abrunhosa e José Manuel Fernandes protagonizam troca de galhardetes no Baixo Mondego
A deslocação do Ministro da Agricultura às zonas afetadas pela quebra do dique no Baixo Mondego, que mantém vastas áreas submersas, não se ficou apenas pelas promessas técnicas, degenerando num acesso bate-boca político. O foco da discórdia não foi apenas a água, mas a etiqueta institucional.
No plano operacional, José Manuel Fernandes garantiu que o Executivo está a avançar a uma velocidade sem precedentes para salvar a época de rega, prevista para maio. O governante assegurou que será implementada uma alternativa temporária no canal condutor principal para viabilizar as culturas de milho e arroz. Este compromisso foi validado pelo líder da APA, que antevê o restabelecimento do abastecimento em 15 dias, através de um plano de emergência, desde que o clima ajude.
Contudo, o clima de tensão instalou-se quando Ana Abrunhosa, atual presidente da Câmara de Coimbra, confrontou o ministro pela sua postura mediática. A autarca não escondeu a indignação por Fernandes ter falado com a comunicação social antes de se sentar à mesa com os representantes locais. Invocando o seu passado no Governo, Abrunhosa lançou uma crítica contundente: “Eu era incapaz de fazer o que o senhor fez”, acusando-o de desrespeitar os eleitos e o território. A edil foi taxativa ao afirmar que, como representante máxima de Coimbra, não permitiria que a região fosse colocada em segundo plano.
O Ministro da Agricultura tentou desvalorizar o incidente, alegando que se limitou a satisfazer a curiosidade dos jornalistas e que não houve qualquer conferência de imprensa planeada. Numa troca de argumentos cada vez mais viva, José Manuel Fernandes defendeu a sua urbanidade, garantindo que o seu respeito pelas populações locais é inquestionável, apesar de a explicação não ter convencido a autarca de Coimbra.
Texto: REDAÇÃO JET7.pt
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Fotos: D.R/ divulgação
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